Em passeio até Leça da Palmeira
Na sexta-feira, dia 17, fui a Matozinhos, ou melhor dito: a
Leça da Palmeira. Fui fazer companhia à minha filha que ali foi em trabalho
profissional. É sempre com muito prazer que visito o Norte de Portugal, pois me
faz recordar os meus verdes anos de juventude, que melhor ou pior, por essas
terras gastei.
Famalicão, Nine, São Mamede do Coronado foram terras aqui
vizinhas que muito bem conheci e delas ainda guardo saudades. Enquanto a minha
filha foi trabalhar fiquei eu no carro a ler e a relembrar episódios que muito
vivos mantenho em mente.
Ao ver os muitos aviões que passavam com destino a Pedras
Rubras, recordei a visita da Rainha Isabel II e do marido, Príncipe Filipe, a
Portugal e que eu fui ver montado numa bicicleta a pedal desde São Mamede até
Pedras Rubras. Hoje tenho saudades dessas aventuras, onde as pernas já não
ajudam a pedalar.
A minha admiração foi quando cheguei a São Mamede ter ouvido
dizer que já os ilustres visitantes tinham chegado a Londres. Umas duas horas e
meia depois. Ao mesmo tempo que eu, regressava, com mais uns 20 km percorridos.
Memória conservo ainda do ti Emídio Sousa, um conceituado
lavrador endinheirado, que nunca visitou Pedras Rubras, nem viu de perto um
avião. Lidei com ele de perto, e prometi um dia leva-lo lá, mas entretanto a
morte veio busca-lo, e ficou a promessa por cumprir.
Lembrei-me da Campa do
Preto, que fica no lugar da Bajouca, aquela Bajouca que mais tarde fui
encontrar outra no conselho de Leiria, e que é a única freguesia desse nome. E
das Guardeiras, onde muitas vezes fui ver os ciclistas da Volta a Portugal, no
tempo do Alves Barbosa e do Ribeiro da Silva. Também agora com esta foto quero
recordar o incendio que destruiu o Pinhal de Leiria e que na foto acima ainda se veem as marcas bem
visíveis de quem passa na A17 e direção a Aveiro ou vice-versa.
Tudo isto desfilou na minha mente, e não só, porque por perto
tinha a igreja de Leça da Palmeira

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